Ashbel

Esse video é do meu amigo Ashbel descendo a trilha da Pedra do Sino, esse foi um dos treinos preparativos para o El Cruce de Los Andes. Apesar do nosso amigo não correr conosco, ele participou dos treinos!

Essa música chama-se Oceans, ela é do John Butler Trio, segue o link para a musica:

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Equipamentos

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Frio!

Como todo bom observador, eu observei e ouvi muito durante nossos treinos com amigos mais experientes.

Peguei muitas dicas de equipamentos, o que levar e o que não levar. Principalmente o que fazer e o que não fazer durante uma corrida tão longa e única como o El Cruce de Los Andes.

Escolhi muito bem nossos equipamentos, pesquisei bastante. Rapidamente percebemos que se quisermos gastar dinheiro fica bem fácil, tem equipamento para tudo que podemos imaginar e mais alguma coisa.

Mas meu objetivo para o Alface Team é sempre levar o melhor equipamento possível, sempre se mantendo dentro do nosso orçamento.

Aquela frase: “You get what you paid for” sempre me vem na cabeça, traduzindo mais ou menos isso aí, fica “você leva o que você pagou”. Resumindo, equipamentos bons, são caros.

Por tanto, eu tive que escolher a dedo, aonde gastariamos nosso dinheiro.

Alguns equipamentos se sobressaíram durante essa prova. Eu vou listar o que eu achei mais relevante para a nossa aventura.

Tudo que foi na mala

Tudo que foi na mala

Lista de Equipamentos:

1. Ultimate Direction PB Adventure Vest

Ultimate Direction PB Adventure Vest

Ultimate Direction PB Adventure Vest

Começando pela minha mochila, ou melhor, Vest. Escolhi o modelo da Ultimate Direction do Peter Bakwin, PB Adventure Vest é o maior modelo desta linha oferecido pela empresa. (A minha é o modelo anterior, o modelo novo é azul)

Essa mochila tem a capacidade de 12 litros, com duas garrafas de 591ml na parte da frente e lugar para botar um reservatório de água dentro da mochila.

Com as duas garrafas, ela pesa menos de 500 gramas.

Tem um monte de bolsos para comida, chaves, telefone celular, manguitos, luvas e tudo mais que precisarmos durante nossa corrida.

Essa mochila foi um dos equipamentos mais importantes que comprei, permite que eu treine e participe das provas de forma segura, carregando todos equipamentos mandatórios que as provas possam pedir. O mais importante é que essa mochila é imperceptível, mesmo com o máximo de carga. Ela veste como uma camisa! Quanto mais cheia, melhor ela se comporta.

2. Bastões Forclaz 500 Light

Bastão Forclaz 500 Light

Bastão Forclaz 500 Light

Esses bastões nos foram emprestados por duas grandes amigas, que infelizmente não puderam participar da prova conosco. Obrigado Priscila e Andréa!

Optamos levar apenas 1 par para o El Cruce. Que foram usados pela minha mulher.

Foi muito útil no primeiro dia, tivemos uma subida longa, com alguns pedaços bem inclinados. Minha esposa usou a subida toda, guardamos na minha mochila quando chegamos a parte mais alta do dia, dali para a frente só tivemos praticamente descidas.

Foi muito difícil fechar os bastões na parte mais alta da montanha, as mãos estavam congeladas e não funcionavam direito. Não conseguíamos desatarraxar os bastões para guardá-los na minha mochila.

Escolhemos não usar mais os bastões nos outros dias, o processo de guardar e pegar novamente estava meio complicado, decidimos abrir mão deles a partir do segundo dia.

Objetos muito úteis, mas precisa de cuidado, vimos muitas pessoas furando os outros durante as trilhas single track.

3. Trekmates® Mens DRY™ Atlas

Trekmates® Mens DRY™ Atlas

Trekmates® Mens DRY™ Atlas

Encontramos essas polainas Trekmates em uma loja chamada Paralelo 41, em Puerto Varas, no Chile.

Foi uma compra muito boa. Essas polainas impedem que os tênis se encham de areia, pedras ou lama.

Essa foto são das polainas da minha esposa, os elásticos arrebentaram nas minhas devido ao meu tênis ter a sola reta. Essa é a minha única reclamação, os elásticos poderiam ser mais fortes.

Equipamento fundamental se você não quer parar para tirar pedras dos tênis.

4. Cameras

Gopro e Nikon

Gopro e Nikon

O que é uma aventura sem fotos? Todos gostamos de documentar nossas viagens.

Levamos uma camera point and shoot simples que temos. Uma Nikon Coolpix L4, antiga mas guerreira.

Compramos uma Gopro Hero 3 Black Edition para poder filmar essa prova. Sabendo que a Gopro é uma camera faminta por baterias, levei 2 baterias extras.

Recarreguei todas as baterias na noite anterior a corrida e botei pilhas novas em tudo que leva pilha.

Usamos todos os dias a Gopro e poucas vezes a Nikon.

5. Luvas

Luvas

Luvas

Equipamentos fundamentais em provas de frio!

Usamos as luvas em todos os dias! No segundo dia, esquentou, usamos as luvas somente na largada.

No primeiro dia, largamos com as Luvas X-Thermo Silver da Solo.

Essas luvas seriam mais úteis se não tivessemos pegado tanta chuva e frio, apesar de encharcadas foi muito melhor estar com elas do que estar sem luvas.

A organização estava esperando frio para esse ano, fomos avisados varias vezes para nos protegermos do frio.

Com isso em mente, escolhi comprar luvas mais pesadas, que aguentem frio mesmo.

Na mesma loja que compramos as polainas, Paralelo 41, comprei 2 pares de luvas da Trekmates Carbon GTX Glove com Gore-Tex. Foram fundamentais no terceiro dia, que pegamos muito frio! O link vai para o modelo feminino, o que está na foto.

6. Garmin Forerunner 310 XT

Garmin

Garmin

O que dizer desse relógio, tirando que é feio pra caramba, ele funciona que é uma maravilha, já temos a alguns anos e não tenho muito o que reclamar.

Fundamental para a prova, mede distancia, velocidade, batimentos cardíacos e tudo mais que podemos imaginar. Muito importante para marcar o tempo de alimentação.

7. Reservatório de 2l Source Widepac™ Hydration System

Deuter / Source Widepac™ Hydration System

Deuter / Source Widepac™ Hydration System

Já usamos outros reservatórios de água, mas acabaram furando. Um dos melhores que eu já encontrei foi esse da Deuter, que é feito pela Source.

Custa um pouco mais caro, mas água é fundamental durante treinos e provas longas, achei um gasto muito valido.

Com esse reservatório cheio e as duas garrafas, eu carreguei quase 4l de água na minha Mochila. Muito importante!

Durante o Cruce, vimos dois amigos abandonarem os reservatórios porque furaram ou estavam vazando e molhando tudo dentro da mochila.

Eles tem outros tamanhos, 1,5l, 2l e 3l.

8. SOL Emergency Bivvy

SOL Bivac

SOL Bivac

Equipamento obrigatório em quase todas as provas em trilhas. Bivvy, Bivouac, Bivy sac ou Bivaque, um saco de dormir de emergência que permite que uma pessoa permaneça aquecida e fora dos elementos até ser resgatada.

Tem a cor laranja por fora, para mais fácil localização pela equipe de localização.

Bivvy muito leve e pequeno. Espero não precisar usar nunca! 🙂

9. Meias de compressão

Compressão

Compressão

Algumas pessoas acham que meias de compressão não servem para nada. Durante a prova eu usei uma “perneira” (ou polainas) dada como brinde pela Sox, uma empresa Argentina.

Essas perneiras foram muito úteis mais como proteção do que como compressão. Corremos por campos com a vegetação rasteira e cheia de espinhos.

Já as meias pretas, são da Lupo, meias de recuperação, me foram muito úteis. Usei-as todos os dias quando chegava no acampamento. Me ajudam a recuperar as pernas para o dia seguinte.

10. Meias Injinji 2012 Performance Midweight Toe Socks

Injinji

Injinji

O que dizer das Meias Injinji? São as melhores meias que eu já experimentei!

Nunca mais corro nenhuma corrida com outras meias.

Comprei essas em uma promoção pelo site da própria empresa, um pacote com 3 meias quase que pelo preço de um par! Não pude escolher as cores, mas quem se importa se elas vão acabar todas marrons de tanta lama? O importante é que funcionam que é uma beleza!!

Optei por usar as meias rosas, que são um pouco mais altas do que as verdes, bem baixinhas, ficam quase escondidas dentro do tenis. Para correr em trilha, eu descobri que isso não é tão legal, pois acaba entrando pedrinhas e galhos dentro da meia também.

Com as meias Injinji eu posso correr por um longo período com os pés completamente encharcados, sem que nenhuma bolha se forme. Não existe atrito entre os dedos.

Algumas pessoas usam vaselina ou Hipoglos nos pés, eu uso Injinji!

Vale cada centavo!

11. Bermudas de Compressão Flets Triathlon

Bermudas da Flets de Triathlon

Bermudas da Flets de Triathlon

Já uso as bermudas da Flets a alguns anos, elas são de compressão, evitam assaduras e seguram os “documentos” no lugar.

O modelos antigo ainda tinha um bolso enorme na parte de trás, muito útil para guardar os pacotes de Gel, manguitos ou qualquer coisa.

Gosto de correr de shorts de corrida, mas durante as provas, prefiro as bermudas de compressão.

12. Segunda Pele El Cruce

Segunda Pele El Cruce

Segunda Pele El Cruce

Essa segunda pele nos foi dada como brinde no kit do atleta.

Não tem nenhuma marca a não ser o símbolo do El Cruce.

Não me importo nem um pouco, porque essa segunda pele foi fundamental. Foi usada nos três dias de prova, no quarto dia, eu tive que tranca-la dentro da mala, pois ela estava querendo correr sozinha! 😀

Peça importante para proteger do frio. Uma boa segunda pele é fundamental em provas de frio.

13. Fleece Columbia El Cruce

Fleece Columbia El Cruce

Fleece Columbia El Cruce

Mais um brinde do kit do atleta.

Esse fleece foi muito importante, junto com a segunda pele, ele foi usado nos três dias da prova.

O zipper até a metade do peito ajuda quando começa a esquentar.

14. Silver Tape

Silver Tape

Silver Tape

Silver Tape, salvador. Resolve bolhas, calos, tenis furados, mochilas rasgadas e qualquer coisa que esteja perturbando durante a corrida.

Levamos alguns metros enrolado em um isqueiro no Kit de Emergência que eu levo para todas as as corridas.

15. Óculos

Óculos

Óculos

Itens importantes, os óculos escuros são da patroa, os de grau, são meus.

Os óculos ajudam a proteger os olhos durante a corrida nas trilhas.

16. New Balance MT 110

New Balance MT110

New Balance MT110

Para quem gosta de tênis minimalistas, esses tênis são perfeitos! Equilíbrio em termos de proteção e liberdade nas trilhas.

Tem um desnível de 4mm, com proteção Rockstop na parte da frente.

Tênis desenvolvido pela New Balance com a colaboração de ultramaratonistas conhecidos, Anton Krupicka e os irmãos Skaggs, são muito leves (menos de 220g) e maleáveis.

Os 100km de solo vulcânico do El Cruce foram duros, esse par da foto foi usado durante os três dias, a foto abaixo mostra o desgaste da parte vermelha, já era esperado, essa parte é composta somente de EVA. Mas podemos notar que as partes brancas mostram pouco desgaste.

MT 110 gasto

MT 110 gasto

Por último, o item mais importante durante o El Cruce de Los Andes:

17. Jaqueta The North Face Venture Jacket

The North Face Venture

The North Face Venture

Esse foi o melhor artigo comprado com o El Cruce em mente.

Essa jaqueta é muito boa, me atrevo a dizer, ela é perfeita para as condições que encontramos durante a corrida.

É impermeável, mas respirável. Feita com tecnologia HyVent 2.5l, um novo material derivado do óleo de mamona natural do feijão, este revestimento ecológico reduz o uso de componentes da membrana sintética em 50% em comparação aos tradicionais materiais impermeáveis.

Possui dois bolsos com zippers na parte da frente, elásticos e ajustes nos punhos, o capuz tem uma pequena aba, tem ajustes no capuz e na parte de baixo, para que o vento não entre por baixo, zippers embaixo dos dois braços, que podem ser abertos para ajudar na ventilação e transpiração.

A jaqueta toda pode ser guardada dentro do seu próprio bolso, ficando de um tamanho relativamente pequeno. Se ela for dobrada normalmente, acredito que podemos deixá-la menor do que o bolso e é mais rápido dobrar e desdobrar do que botar e tirar do bolso.

Em 2011 essa jaqueta foi escolhida como Escolha do Editor pela revista Backpacker.

O melhor de todos é que compramos essa jaqueta em promoção, então pagamos muito mais barato do que o preço do site! 😀

The North Face Venture HyVent

The North Face Venture HyVent

Com esse casaco, encerro aqui a minha lista de materiais do Cruce.

Usamos outras coisas, durante uma prova de três dias, precisamos de muita coisa.

Esses foram os itens que mais se destacaram durante a prova.

Final do El Cruce de Los Andes

Final do El Cruce de Los Andes

El Cruce de Los Andes 2014

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El Cruce

A aventura começou a vários meses atrás, depois de alguns bate papos durante os treinos com alguns amigos ratos de trilhas, plantaram essa idéia, que brotou com força!

Passando vários meses para a frente, com as passagens compradas, hotéis reservados (tudo reservado errado, mas tava reservado), equipamento todo em ordem, nós partimos para o Chile, para a primeira viagem internacional da Val e para nossos primeiros 100km!

O clima dessa prova é completamente diferente do Ironman, é bem mais calmo, as pessoas são mais reservadas, não existe toda a exibição que se tem no Ironman.

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Aconcágua

Ao chegar no Chile, em Santiago, o tempo estava uma maravilha, fomos presenteados durante o vôo com uma vista maravilhosa do Monte Aconcágua! Pegamos nossa conexão para Puerto Montt, o tempo já dava sinais de como seria durante a prova, chuva fina e friozinho.

Pegamos um transporte até nosso hotel em Puerto Varas, encontramos nossos amigos e por lá ficamos uns 3 dias, cidadezinha maravilhosa! Boa comida, ótimo clima e várias lojas de corrida/montanhismo!

Tivemos tempo para dois trotes antes da prova, o que foi bem legal!

Mas o tempo não estava dando muita trégua, estava chovendo intermitentemente, durante a palestra, o diretor da prova falou que deveríamos nos preparar para o frio e tempo ruim.

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Charla Tecnica

Voltamos para o hotel com a pulga atrás da orelha, mas tudo bem. Dormimos uma noite calma antes da prova. Com tudo pronto, malas entregues no dia anterior, só nos restou descer, encontrar os amigos, pegar um saquinho com uma banana verde, uma laranja, umas barrinhas e um suco de laranja, que o hotel falou que era o café da manhã especial para os corredores…

1º Dia

Partimos para pegar os ônibus da organização que nos levou para o local da largada. Estavamos todos meio sonâmbulos ainda, alguns nervosos, outros calmos. Eu estava bem calmo durante essa viagem. Vimos uma mulher do lado de fora do ônibus com suas malas e tudo mais, foi avisado que elas deveriam ter sido entregues a organização no dia anterior, coitada, ficou para trás, perdeu a corrida.

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Largada do 1º dia

Finalmente chegamos ao local da largada do primeiro dia!

Fomos rapidamente ao banheiro antes da largada e nos juntamos a multidão no portão de largada!

Alguns amigos ao pelotão de frente, outros escolheram ficar mais no meio. A largada acabou demorando muito mais do que esperávamos, todos nós já estávamos com frio, tivemos que esperar algum tempo, o diretor da prova passou correndo pedindo desculpas porque algumas marcações do caminho foram removidas.

Depois de mais uma espera, finalmente nós partimos em direção ao Vulcão!

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Osorno

Beirando o Lago Todos Los Santos, corremos alguns Kms por pedras, tentando não pisar na água, demos de cara com uma subida enorme para o Vulcão Osorno! O tempo já estava ruim desde a largada, durante a subida, fomos recebidos por mais chuva e ventos fortes.

Acho que o Vulcão não estava nos querendo lá em cima, na parte mais alta do dia, eu precisava correr para poder parar de tremer, já não sentia mais os dedos das mãos e dos pés e o nariz. Estávamos totalmente encharcados pela chuva e com muito frio. Eu só torcia para que não desse problema para nenhum corredor durante aquele pedaço, pois realmente seria muito difícil o resgate.

Pensei muito nos nossos amigos que vinham mais atrás durante esse pedaço, torci para o tempo melhorar para eles!

Eu sabia que a subida iria até uns 10,5 km da largada, então abaixamos a cabeça e lutamos bravamente contra o clima, o Vulcão e os demônios internos para finalmente chegarmos inteiros na descida! Aí eu estou em casa!

Descemos a primeira parte com cautela, já que estávamos congelados, as pernas não funcionavam direito, até que voltamos a ter vegetação ao nosso redor, o vento diminuiu, até praticamente parar, foi quando começamos a nos aquecer novamente, daí pra frente, socamos a bota numa descida muito legal até que virou uma estradona de terra e finalmente uma trilha com um pouco de lama.

Por volta do 21º km, nós chegamos ao posto de reabastecimento da organização. Fiquei muito feliz ao ver muitas frutas para nós comermos!

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Amigos

Encontramos alguns amigos durante esse pedaço, Patricia e Guilherme e Fernanda e Brasilia, o que foi bem legal, voltamos a correr praticamente todos juntos.

Mais a frente, depois de mais algumas subidas, descidas e vales, ficamos presos em uma descida de uns 10 metros, perdemos 1 hora até chegar nossa vez de descer o barranco, desci primeiro e fui dando as dicas para a Val, descemos rapidinho, pude ver que algumas pessoas abandonavam equipamentos durante essa descida, vimos um par de bastões novinhos largados lá…

Atravessamos alguns rios e pegamos muita lama, mas muita lama mesmo, eu acho que nunca vi tanta lama na minha vida! MUITA LAMA!!!

Finalmente saímos no alto de um morro que dava para ver um vale e o acampamento 1 e o lago Llanquihue! O tempo continuava uma porcaria, mas o final estava próximo! Pelo menos, não estava chovendo!

Eu fui puxando a Val, tentando animá-la, cantei algumas musicas e dei alguns urros de homem das montanhas ao ver o acampamento!

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Chegada Dia 1

Botei pilha para passarmos alguns casais que nem sei se eram da nossa faixa etária, ao chegarmos mais perto, pudemos ver que eram argentinos! Pau na maquina!! Vamos pra cima deles! Foi uma briga dura, já que estávamos cansados e o final da prova não chegava, uma dupla de argentinos não desistiam, os malditos nos passaram uma ultima vez, foi quando a Val deu seu ultimo gás e passamos os hermanos para chegar na frente no final do primeiro dia!!

Ao chegarmos, pegamos nossas malas, largamos na barraca e fomos para a tenda da comida.

Após nos alimentarmos, fui montar, ou melhor, desmontar nossas malas e encher colchão de ar.

Enquanto estávamos comendo, descobrimos que Roger e Leticia e Marcus e Maria Cecilia haviam chegado, ficamos muito felizes, já que passamos o dia todo preocupados com nossos amigos que vinham depois da gente. As condições estavam brutais!

Muito felizes de saber que estavam todos no acampamento, Leticia nos falou que abandonaria, pois seu joelho estava doendo demais, mal conseguia esticar a perna. Eles foram embora na mesma noite.

Ficamos todos muito tristes com essa notícia. Mais um motivo para completarmos, levar a lembrança e o pensamento positivo de nossos amigos até o final!

Passamos uma noite ruim, choveu bastante a noite, muita gente roncando, né Caúla? Hahaha!

2º dia

O dia começou cedo, apertado para ir ao banheiro, enfrentamos uma garoa fria e uns banheiros podres… mas sobrevivemos.

Café da manhã, esvazia o colchão e arruma tudo dentro da mala… que só engorda, enquanto eu emagreço!

Tivemos a triste notícia de que Maria Cecilia iria parar, ela passou mal a noite toda, ela e Marcus decidiram abortar a prova, já que a saúde vem em primeiro lugar.

Nos despedimos dos nossos amigos que ficaram e entregamos as malas para a organização e pegamos os ônibus para o ponto de largada do dia 2!

Depois de mais ou menos 1h de ônibus, e um ônibus argentino quebrado (tinha que ser!) no meio de uma estradinha secundária de terra… tivemos que andar 3 km até o ponto da largada.

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Largada Dia 2

Lá ficamos sabendo que essa etapa seria mais curta, alguns argentinos gritavam de alegria ao saber que seriam somente 24 km. Bom, vamos lá! Nos alinhamos com os amigos para a largada do 2º dia!

Mais uma vez, enfrentamos uma longa espera até chegar nossa hora de largar

O tempo estava bem estranho, pegamos um pouco de chuva e a organização nos alertou para irmos preparados para o frio, muito frio.

Depois de mais de 1h de espera, finalmente largamos!

Em alguns Kms de corrida, o tempo abriu, com vontade… tava sol e começou a esquentar. Cadê o frio? Eu trouxe um monte de casacos!!! Logo no início, eu tive que parar e tirar os casacos todos, arregaçar as mangas e guardar tudo na mochila.

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Os coléga tudo!

A Val que começou puxando nesse dia, ela se empolgou com a noticia que seriam somente 24 km, então socamos a bota! Eu tive que ir gritando para ela diminuir, senão iria me quebrar!

Subimos forte e voamos ladeira a baixo! Passamos por pastos, estradas de terra, muita pedra, riachos, e até atravessamos um rio forte, que vinha até a metade das minhas coxas e estava muito gelado!

Lá perto dos 9 km, aonde estavam os lideres? Que não voltavam, era para ser ida e volta!

Quando deu uns 11 km, passaram voando os lideres do dia, Carlos Magno e Rafael Sodré, eu gritei umas palavras de incentivo, tipo: “VAI PORRA!!” e seguimos em frente. Em pouco tempo as segundas e terceiras duplas passaram voando também. Fiquei na esperança de encontrar com o Filipe e o André para perguntar aonde era a virada, mas fiquei só na esperança, não vimos eles nesse dia, só no acampamento.

Quando o relógio apitou 14 km, falei para a Val que estávamos ferrados, não seriam somente 24 km! Que precisávamos mudar a nossa cabeça para correr mais, já que os líderes demoraram pra cacete para passar e não estávamos vendo a meia volta.

No meio de uma subida interminável em um pasto, subimos muito forte, passamos muita gente, somente levantando a cabeça de vez em quando para ver a vista!

Quando chegamos no alto, eu ouvi um corredor perguntando a um sujeito da organização quanto faltava, o cara respondeu alguma coisa tipo, “vocês vão descer e correr até uma praia”. Descida? De novo? Soca a bota!!!

Descemos que nem dois doidos raivosos!

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Descida!

Encontramos com o Zé e o Cadú, estavam sentados, e o Cadú amarrando seu tênis, paramos para ver o que acontecia, tudo estava bem, o time WT Trail só estavam doloridos e com pedras nos tênis, passamos alguns Dorflex para eles e nós 4 seguimos com a nossa descida passando mais um monte de argentinos!

Chegamos numa praia de pedras pretas, mais uma vez beirando o Lago Rupanco, pudemos ver o pessoal voltando, pensei: “finalmente a meia volta!”. Doce ilusão, quase no final da praia, cortamos para dentro do mato novamente, corremos mais uns 20 minutos em trilhas ruins e saímos bem a cima nas margens de um rio grande chamado Rio Gaviotas, aonde corredores se banhavam, alguns até tiraram os tênis e camisas… paramos 1 minutos para molhar os rostos e começamos nosso regresso.

Cadú e Zé estavam se sentindo melhor, estavam com um ritmo forte, nos deixaram.

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Ponte

A volta foi dura, tentei comer mais frequentemente, já que estávamos cansados, as pernas estavam doloridas e não sabíamos quanto faltava para o final.

Foi quando as baterias acabaram… voltamos a maior parte andando, esperávamos que os amigos nos passassem, mas acho que todos estavam quebrados juntos.

Viemos caminhando forte quando possível, e trotando quando dava. Até que voltamos para a mesma estrada de terra que iniciamos o dia. Dei um chute de que faltavam uns 4 ou 5km para o final, caminhamos mais, até que um corredor local, passou falando que faltavam 1,4km para a linha de chegada, juntamos nossas forças e tentamos trotar até o final! Terminado o segundo dia! Os 24km se transformaram, milagrosamente, em 33km!

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Chegada Dia 2

Mas tivemos varias surpresas nesse dia, a primeira era que não tinha nada na chegada, fotógrafo, gatorade nem água… só uma “mangueira de lavar jegue” segundo Carlos Cintra! Todos pegamos água dessa mangueira mesmo, nós alimentamos com a alimentação pós prova que levamos na mochila.

Encontramos com os amigos no final, o time WT Trail estava caído na grama, nosso amigo Cadú estava passando mal, estava muito enjoado.

Entramos todos em um ônibus e seguimos para o acampamento 2. Foram 3 horas até chegar no acampamento, sem água e sem comida. Coitado do Cadú teve que parar o ônibus 3 vezes para vomitar, no final achei que ele iria botar as tripas para fora, já que não tinha mais nada para vomitar!

No camp 3, fomos recebido por mais chuva e frio… estávamos a quase 1.000m de altitude, em um camping de pedriscos pretos.

Cadú foi para a tenda médica se cuidar, não tivemos mais noticias dele essa noite.

Mais uma vez, pegamos as malas, jogamos tudo dentro da barraca, que estava mal montada, toda frouxa e fomos comer.

A barraca de comidas estava lotada, devido a chuva, ninguém queria cruzar o campo até a tenda com as mesas, sim eram duas coisas separadas… Ficamos por lá mesmo, conseguimos nos sentar em um tronco que servia de banco para o pessoal, comemos 2 pratos de macarrão com molho de tomate, alguns pãezinhos e uma banana. De volta para a barraca, combinei com a Val que ela deveria ir se agasalhando enquanto eu iria levar os Garmins para recarregar. Tome de chuva… Garmins entregues na barraca de recarga.

Voltei para encher o colchão, tudo isso sem tirar a roupa da prova… afinal, estava saindo na chuva toda hora… iria ficar encharcado…

Levou uns 30 mins para dois zumbis encherem o colchão inflável. Finalmente voltei para pegar nossos Garmins, eles estavam com quase 60% da carga, um cara me pediu um cabo emprestado, o relógio dele estava morto e ele não tinha o cabo para recarregar, mas eu não pude emprestar, já que queria dar mais uma carga nos relógios com a bateria portátil que levei. Amigo, se você ler isso, mil desculpas mais uma vez!

Eu estava com frio, cansado pra cacete e todo molhado…

Voltei para a barraca, aonde a Val já estava agasalhada e desenrolando seu saco de dormir, tirei minha roupa molhada e botei pra secar o que era possível dentro de uma barraca molhada. Tudo que encostava na barraca ficava molhado, paciência… isso é acampamento, não um hotel.

Finalmente dormimos imundos, eu passei muito frio essa noite, mesmo agasalhado, meu pé ficou encostando na porta da barraca, a umidade molhou meu saco de dormi, fiquei com os pés congelados…

3º Dia

Acordamos doloridos e cansados da noite mal dormida, choveu a noite toda… sem trégua!

Juntamos nossas tralhas, botamos as roupas de prova, que a essa altura, estavam quase correndo por conta própria!

Saímos para enfrentar o tão temido BANHEIRO! Mais uma vez, foi um horror, cena de filme de terror…

Após esse encontro com o Belzebu. Opa! Quer dizer, banheiro! Fomos tomar café, pãozinho na brasa, bananas e chá para esquentar.

A organização falou que o percurso seria alterado para 25km, por causa do mal tempo. Mas quem acredita? Hahah!

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Largada Dia 3

Pegamos nossas bolsas e entregamos para a organização pela ultima vez, ficamos fazendo hora na barraca das malas, já que estava chovendo e fazendo muito frio, até que a barraca começou a esvaziar.

Percebemos que os times já começavam a largar, mais uma vez, tivemos que esperar nossa “onda” para podermos correr… mais uns 30 mins no frio e chuva.

Dudu e Caúla se adiantaram e largaram mais na frente do pessoal.

Partimos para nosso ultimo dia de corrida!

Seguimos por um tempo nos esquivando de arvores, passando uns, sendo passado por outros, até que a trilha apertou e engarrafou, algumas pessoas realmente não estão preparadas para essa prova, não sabem se portar ou se movimentar em uma trilha técnica. Paciência, cabe a cada um se preparar da melhor forma possível.

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Eu, Cadú e Val ao fundo

Rapidamente conseguimos passar o engarrafamento e demos seqüência a nossa corrida, subimos um ziguezague longo em uma estação de ski, o chão era de pedras negras, muito bonito! Um teleférico parado ficava nos assombrando, passamos por baixo dele várias vezes, me fazendo imaginar como seria aquele lugar todo coberto de neve!

Fiquei muito feliz de encontrar com o Dudu, mas rapidamente percebi que ele estava indo na direção errada… na contra mão?

– O que houve Dudu?

– Minha perna travou, vou voltar para o acampamento, não consigo nem andar direito.

Assim perdemos mais um amigo… Caúla seguiu sozinho, nesse ultimo dia de aventura.

Saímos das arvores mais uma vez, já a uns 1.200 metros de altitude, o vento começou, uma chuvinha muito fina, mal dava para perceber, parecia vapor, mas que deixava minha barba toda molhada, o vento começou a aumentar novamente, o tempo estava muito feio, não conseguíamos ver mais de 10 ou 15 metros na frente.

Tivemos sorte de encontrar com o Cadú e Zé mais uma vez, subimos esse pedaço ruim juntos, uma dupla dando força para a outra, foi legal!

Mais a frente, a Val me chamou: “Olha a vista, meu Marcos!”. Eu estava tão concentrado na tarefa, no meu mundinho de dor, que nem prestei atenção, pela primeira vez no dia, vimos uma vista linda! Estavamos subindo a encosta do Vulcão Antillanca.

No topo, a mais de 1.500m, fomos recebidos por algumas pessoas da organização, perguntando se estávamos bem, o que na mesma hora eu respondi com um sorriso enorme ao ver a descida que estava na minha frente! O tempo já estava melhorando também. O que sempre nós deixa animados!

Quase atropelei alguns argentinos nessa descida, desci aquele Vulcão chutado!

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Descendo!

Alguns artistas inventaram de ficar descendo em ziguezague… eu voei em linha reta, morro abaixo!

Minhas polainas arrebentaram, meu tênis começou a encher de pedrinhas, mas não me importei, vi que todos estavam se divertindo demais. Só o Zé que estava com dor, mas garanto que ele também se divertiu nessa descida!

Chegando perto do final, vi que varias pessoas estavam sentadas e tirando as pedras do tênis, quando olhei para trás, vi que a Val já estava perto, então nem parei, soquei a bota ladeira a baixo até entrarmos em uma trilha single track.

Era uma floresta maravilhosa, com um cheiro doce muito bom, alguns sentiram cheiro de orégano ou manjericão. Passamos alguns rios, troncos, cachoeiras, árvores, riachos e mais lama!

A Val estava com o tornozelo doendo desde as descidas fortes do segundo dia, quando vi que ela conseguia manter um ritmo legal na lama, eu fui acompanhando, sempre perguntando como ela estava, quando dava, forçávamos um pouco para passar as pessoas mais lentas e diminuíamos e dávamos passagem para os mais rápidos, nem parei para ir ao banheiro, segurei a onda até o final, não queria quebrar o ritmo!

Corremos por umas trilhas boas, mas difíceis, com lama e pedras escondidas.

Entramos em um pedaço que parecia um pântano, com muita lama, riachos que viraram um corredor de lama, depois de várias pessoas passarem correndo por ali.

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Valeska

Então olhei para frente e vi uma estradinha de terra, o relógio já marcava quase 20km, pensei: “Só faltam 5km!” então gritei para a Val para aguentar firme!

Alguns metros a frente, comecei a ver umas bandeirinhas, de repente uma bandeirona do  Brasil, bandeira de outros países também. O que era aquilo?

Várias pessoas com a camisa igual a minha, paradas? O final da etapa? O final da corrida?

Sim! Era!!

Tinha um Mexicano, que passava correndo pela gente toda hora e ficava esperando sua dupla, sentado na beira da estrada, falando que já havíamos terminado, nos parabenizando. Ele estava esperando sua dupla.

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Chegada Dia 3!

Nós apertamos o passo, e de mãos dadas, passamos juntos pela ultima linha de chegada, finalizamos nossa jornada do Cruce de Los Andes! 20.3km o ultimo dia!

Desta vez, fomos recebidos pela organização, uma barraca de água, gatorade e umas barrinhas. Pegamos água e gatorade de maçã, que é muito bom! Pena que não temos aqui!

Ficamos um tempo esperando os amigos, que sabíamos que estavam próximo, vimos momentos emocionantes, pessoas estranhas, que nunca vimos antes e provavelmente nunca mais veremos, mas que conseguimos entender, estávamos conectados pelas mesmas dificuldades, a mesma aventura.

Muitos sorrisos, algumas lágrimas e gritos de felicidade! Assim terminava nosso Cruce!

A organização pediu para a gente pegar os ônibus. Triste, pois não vimos nenhum amigo chegar, pegamos os ônibus.

Ao entrar, comemos algumas coisas que estavam nas mochilas, e em alguns minutos chegamos em um pasto verde, com o tempo lindo, um ventinho frio nos fez fechar os casacos.

A organização nos falou que teríamos que dar uma corridinha até “ali” e passar pelo pórtico final… ok… vamos lá… quem já correu até aqui, o que é mais um pouquinho?

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Chegada!

Até que começamos a pegar lama, e mais lama, e coco de vaca… e finalmente, saímos em uma reta de grama, começamos a trotar juntos, e de mãos dadas  novamente, passamos o final simbólico da prova, aonde tiraram uma foto nossa e recebemos nossas medalhas.

A organização preparou uma comida para todos nós, arroz com pimentões… naquela hora, parecia um manjar dos deuses!

Comemos o arroz, com uns pãezinhos e bananas.

Conversamos com os amigos, contamos nossas histórias de “guerra”, rimos bastante com os amigos velhos e novos, e finalmente chegou a hora de nos despedirmos. Com as malas embaixo do braço, finalmente nos abraçamos em solo Chileno pela ultima vez e seguimos nossos caminhos, alguns voltando para o início, Puerto Varas, outros seguindo em frente para Bariloche, na Argentina.

Como nosso amigo Cadú lembrou:

EU ESCOLHI ME DIVERTIR! E como me diverti!

Até o ano que vem! Obrigado minha Val!

Vem VULCÃO!!! ALFACEEEEEE!!!!

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Classificação Final

Rumo ao Ironman 2012

Momentos antes da largada em 2011!

Momentos antes da largada em 2011!

Estou de volta na estrada, mas desta vez o caminho já é conhecido, ainda não me é familiar, não decorei cada curva, cada buraco, mas as sensações e sentimentos ainda estão frescos do ano passado e tenho certeza que voltarão à tona com força total quando eu chegar a Jurerê.

Ano passado eu passei mal no final da bike, no início da corrida eu parei algumas vezes achando que iria vomitar até pelos ouvidos, mas não conseguia, até que me forcei a fazê-lo, me senti melhor imediatamente, consegui correr bem melhor até os 20 e poucos kilometros, quando as energias começaram a acabar, então me arrastei até o final da maratona para encontrar minha mulher radiante na reta final, ela me pegou pela mão e começou a correr comigo me puxando e gritando “Vamo! Vamo!”, na hora foi como se eu tivesse tomado um tiro de adrenalina (será que ainda tinha alguma gota de adrenalina no meu corpo depois de 13h de prova?), apesar de não estar correndo a prova, durante o dia todo ela estava de um lado para o outro gritando e dando força para os amigos e para mim! Mesmo cansada, ela foi me levando pela reta final, eu falei pra ela ter calma, já que as pernas não estavam ajudando muito, ela foi do meu lado e cruzamos a linha de chegada juntos no meu primeiro Ironman, foram 13 horas, 16 minutos e 42 segundos, um sofrimento danado! Haha!

Fim da jornada!

Fim da jornada!

Esse ano, eu volto, infelizmente sozinho, pois minha mulher não vai poder ir comigo, mas a força dela não vai ser esquecida momento algum, isso que me mantém com a cabeça forte!

Enquanto escrevo esse post, estamos a 40 dias da prova, a cabeça está boa, o corpo ainda precisa de uma pequena “polida” para ficar nota 10, esse é o trabalho e para meu treinador Walter Tuche, sem ele e a equipe, nada disso seria possivel!

Na reta final dos treinamentos, eu só preciso encaixar minha alimentação na bike, já que o que eu fiz ano passado não esta realmente funcionando esse ano, esse e o trabalho do Dr. Rafael Brasilia, outro cara que faz isso tudo possível.

Afinal, tenho que trazer essa medalha para a minha Val!

Vamos com tudo!

Rumo ao IM 2012!

Primeira corrida com o VFF Bikila

A primeira corrida:

O pessoal do Walter Tuche Assessoria Esportiva fica na Lagoa Rodrigo de Freitas, a uns 2,3km da minha casa, então eu estava aproveitando essa distancia (que eu sempre volto correndo mesmo) para ir me habituando a correr descalço.

No ultimo treino, foi um intervalado seguido por um treino funcional, eu estava um pouco cansado, mas decidi tentar correr os 2,3km de volta para casa totalmente descalço. Foi excelente! Nenhuma dor, meus pés nem reclamaram de correrem no asfalto sem proteção nenhuma, foi uma maravilha.

Quando recebi o VFF Bikila, quase não estava conseguindo me agüentar de vontade de ir correr com eles! Mas sei que devo me acostumar a correr “corretamente” de novo, então vou com calma.

Treino com Bikila

Esse final de semana, eu combinei de correr com a minha mulher, o ritmo dela é mais lento do que o meu, então achei a oportunidade perfeita para testar o meu novo VFF Bikila!

Saímos para correr na Lagoa Rodrigo de Freitas por volta das 8h da manhã, aqui no RJ precisamos sair para correr cedo, caso contrário, cozinhamos… Esse ultimo final de semana estava relativamente quente, quente o suficiente para fazer minha Val sofrer um bocado durante a corrida.

Começamos a nossa corrida na esquina de casa, eu estava adorando isso, começamos correndo na terra batida, um solo mais macio do que o asfalto que nos esperava a frente. Após quase 1,5km já tinha acabado essa maravilhosa terra batida e passamos para o asfalto mesmo, sem problemas até então.

2, 3, 4km passaram e eu comecei a sentir uma costura me perturbando, tinha certeza que viraria uma bolha até o final da corrida.

5km e tudo perfeito, eu comecei a sentir minha falta de condicionamento nos músculos do pé entre 5,5 e 6km, mas nada de mais, sem dores e sem stress. Estava sempre com atenção na minha postura e forma de correr.

Corremos 7,9km, no final eu estava com os pés um pouco, só um pouco cansados, mas sem dores, tirando a costura que a essa hora, já estava me incomodando bastante, eu considero normal, já que correr sem meia é uma coisa complicada, sempre fiquei com bolhas ao fazer isso. Na proxima corrida, não posso esquecer o esparadrapo para esse ponto com costura.

Como fazemos sempre, nos cumprimentamos pela corrida e voltamos para casa com muito calor, porém satisfeitos e contentes.

O VFF Bikila é um modelo muito confortável, achei melhor do que o KSO (meu primeiro VFF), o tamanho maior foi uma boa, já que não tive os problemas que eu tenho com o meu KSO, meus dedos não encostam na frente, portanto, nada de bolhas, unhas pretas ou dedos doloridos!

Essa foi uma corrida bem leve mesmo, eu ainda tenho que testar o Bikila em um treino forte/longo.

Ainda estou no período de adaptação, mas daqui em diante, só tenho a melhorar e fortalecer meus pés “engessados”! hahah!

Dica:

Se você vai tentar qualquer modelo de Vibram FiveFingers, vá de VFF Bikila primeiro, achei o mais confortável que eu já experimentei.

Bons treinos!

OBS: Não sou patrocinado nem tenho nenhum vínculo a Vibram FiveFingers, só estou dando minha opinião sincera sobre um produto que acho legal!